Estamos em Guerra: A Batalha Espiritual e as Armas de Deus
Meus amados irmãos, vamos abrir a Palavra de Deus na carta de Paulo aos Efésios, capítulo 6. Esse texto diz assim: “Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo, porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestes. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade, vestindo-vos da couraça da justiça, calçai os pés com a preparação do Evangelho da paz, embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus, com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito, e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos, e também por mim, para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra para, com intrepidez, fazer conhecido o mistério do Evangelho, pelo qual sou embaixador em cadeias, para que em Cristo eu seja ousado para falar como me cumpre fazê-lo. Amém.”
Eu quero trazer como tema desta mensagem: Estamos em guerra. Estamos em guerra, e eu não estou me referindo a esta guerra que está aí, que os noticiários recordam e reportam a todo momento, a toda hora. Eu não estou me referindo a esse caldeirão, esse barril de pólvora que é o mundo hoje, nação contra nação, reino contra reino. Eu estou falando de uma guerra mais perigosa, uma guerra que não alcança apenas um grupo ou outro das nações, mas todos os seres humanos, sem exceção. Uma guerra mais real, de consequências mais danosas, onde não há campo neutro. Nós estamos em guerra, uma guerra espiritual.
E quando você fala de guerra espiritual, há dois perigos gravíssimos que precisam ser evitados nessa batalha. O primeiro deles é subestimar o inimigo. Não se fala numa guerra responsável onde você não sabe contra quem está lutando, quais são as armas do inimigo, quão poderosos eles são, quais são suas estratégias, quais são suas armas, quais são seus pontos de ataque e defesa. É preciso conhecer a força deste inimigo, e é muito perigoso você entrar nessa guerra de cara limpa. É muito perigoso você achar que pode enfrentar essa batalha com armas carnais. É muito perigoso você não entender contra quem está lutando ou subestimar o poder deste inimigo que você precisa enfrentar. Subestimar o inimigo é um risco fatal.
Talvez um dos grandes, dentre tantos prejuízos que o chamado movimento de batalha espiritual trouxe, distorcendo a verdade, é que muitos olharam para o inimigo como se fosse uma formiga inofensiva e começam a falar palavras e gracejos que não têm qualquer amparo nas Escrituras. A Bíblia diz que nós não podemos subestimar o poder do inimigo. A Bíblia diz que precisamos nos acautelar e vigiar, porque este inimigo é terrível, ele é poderoso, ele é maligno, ele é assassino. Ele veio para roubar, para matar e para destruir, e precisamos de armas espirituais poderosas em Deus para destruir fortalezas e anular sofismas. Então, este é o primeiro perigo que precisamos evitar.
Mas há um segundo perigo, que é o perigo de superestimar o inimigo, de achar que ele está no mesmo nível de Deus, como se o diabo fosse uma espécie de par de Jesus. Na verdade, o nosso Deus é único, é incomparável. Não estamos falando de um Deus caído, estamos falando de um anjo caído. E então, em muitos lugares, se fala mais no diabo do que em Jesus. O diabo tem até microfone, e as pessoas começam a falar mais dele do que do nosso glorioso Redentor. Este é um extremo perigoso no qual não podemos cair.
Mas Paulo, ao tratar desta matéria no final desta epístola, considerada a rainha das suas cartas, a carta mais eclesiológica das cartas paulinas, vai nos mostrar primeiramente contra quem não é a nossa luta, e peço que você leia comigo o verso 12, onde ele clareia esse ponto. Vamos ler juntos, por gentileza: “Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestes.” Agora, quero que vocês leiam de verdade comigo. É muito importante a igreja acompanhar a pregação com a Bíblia aberta e é muito importante que você esteja antenado com o texto. Então, quero pedir a igreja toda agora que leia em voz alta, clara, bonita e sonora, todos juntos: “Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestes.”
A primeira coisa que Paulo deixa claro é que a nossa luta espiritual não é contra pessoas. Às vezes, imaginamos que, se tirarmos alguém do nosso caminho, o nosso problema estará resolvido. E às vezes olhamos para pessoas, fulano é uma pedra no meu sapato, atrapalha minha vida lá no seu trabalho, lá na sua empresa, lá na sua parentela, lá nos seus relacionamentos, e às vezes você pensa que essa pessoa é o seu problema e luta contra ela, mas, ainda que você consiga eliminá-la, ainda que você consiga afastá-la do seu caminho, seu problema não estará resolvido, porque ela é apenas um instrumento nas mãos do verdadeiro inimigo que, se tirar um do caminho, coloca outro e outros. Então, Paulo está dizendo que você não pode encarar pessoas como se elas fossem o seu verdadeiro inimigo. Não é contra sangue e carne a nossa luta, não é contra pessoas. Seu problema, portanto, não é seu marido, sua mulher, seu pai, sua mãe, seus filhos, seu sogro, sua sogra, seus cunhados, seus parentes, seus vizinhos, seus sócios, seus colegas de trabalho, não, não são seus concorrentes. Se entrarmos por aí, já estaremos derrotados, porque não entenderemos quem de fato é o inimigo.
Mas notem comigo que Paulo agora vai dizer contra quem então é a nossa luta. E antes de voltar ao versículo 12, leia comigo em voz alta o verso 11, por favor. Vamos juntos: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo.” E aí ele nomina, ele define quem é o inimigo: é o diabo. E no verso 12, seus agentes. E a pergunta: quem é esse ser? A Bíblia o define como maligno, como ladrão, como pai da mentira, como assassino, como Abadom, Apolion, destruidor, como aquele que veio para destruir, para matar, para roubar. A Bíblia o chama de antiga serpente, o dragão, aquele que é o deus deste século, é o príncipe da potestade do ar, é o espírito que agora atua nos filhos da desobediência. É contra este inimigo terrível, maligno, que é a nossa luta.
Mas notem comigo, meus amados irmãos, que no versículo 12 ele vai trazer para nós uma espécie de hierarquia do mal. J. Mackay, que foi presidente de Princeton, tratando deste texto no seu comentário aos Efésios, diz que encontramos aqui a ordem da desordem. O inimigo não é tão tolo a ponto de ser desorganizado, ele tem uma ordem de comando. Estamos falando de guerra, então tem o chefe desta horda maligna, que é o diabo, e então temos principados, potestades, dominadores deste mundo tenebroso e forças espirituais do mal. Nem todo nível de batalha espiritual tem o mesmo grau de resistência. Dr. Martyn Lloyd-Jones, no seu belíssimo livro “O Combate Cristão”, tratando desse texto, diz que há demônios e demônios. Há momentos em que uma batalha espiritual, até num campo de possessão, por exemplo, pode ter uma resistência menor. Há outros momentos em que a resistência é maior, e quando os discípulos não puderam enfrentar uma situação e não conseguiram lograr êxito na libertação de um menino, perguntaram para Jesus por que não puderam, e Jesus respondeu: “Esta casta não sai senão com oração e jejum.” Então, é necessário entender que existe uma horda do mal, de forças do mal, que se opõem a nós, que nos atacam, que nos espreitam, que colocam situações adversas no nosso caminho, e não podemos subestimar esses perigos. Ou melhor, não podemos enfrentar esses inimigos de cara limpa, com armas carnais. Precisamos de armas poderosas em Deus para destruir fortalezas e anular sofismas.
Mas ainda chamo a atenção dos irmãos ao afirmar que este inimigo é maligno. Notem vocês no verso 12, que ele fala “dominadores deste mundo tenebroso”. Deste mundo tenebroso. Agora, pare um pouquinho comigo para perguntar: você tem dúvidas de que, neste mundo tenebroso, neste sistema posto no maligno, as coisas são de fato trevosas? O submundo disso, de todas as ideias, de todos os conceitos distorcidos, de todas as ideologias diabólicas, de todas as filosofias perniciosas, de todo joguete nas mãos desse inimigo para perturbar, para confundir, para escravizar as pessoas, é um mundo tenebroso. Não há dúvidas, meus amados irmãos, que ideologias malignas são gestadas não apenas no coração de um homem perverso, mas inspiradas por espíritos demoníacos. Não há dúvidas de que a depravação moral, que graça em nosso meio, tem também inspiração maligna. Quando você abre uma Olimpíada, que é uma modalidade esportiva para o mundo todo, e se abre uma Olimpíada escarnecendo da ceia do Senhor, o que tem isso a ver com Olimpíada, a não ser escarnecer da nossa fé, do cristianismo, daquilo que foi mais sublime no ministério de Jesus, que foi a inauguração da Nova Aliança em seu sangue, uma profanação? É claro que as pessoas fazem isso porque não conseguem ficar livres de Jesus, não conseguem. O mundo odeia Jesus e vai odiar sempre. Mas precisamos entender que o que está por trás é muito mais que mentes pervertidas moralmente, há uma inspiração demoníaca.
Eu disse, não sei se aqui, pastor, não estou lembrado disso, mas me parece que foi também aqui que, pouco tempo atrás, numa escola aqui no Brasil, a diretora percebeu um livro didático e recolheu o livro, porque o livro trazia uma história macabra em nome de pedagogia: um pai propondo casar-se com a filha, e a filha recusa a proposta de casamento do pai, obviamente, e o pai persegue a filha, e como o pai foi rejeitado pela filha, porque o pai estava propondo casar com a filha e fazer da sua mulher, a mãe da menina, uma escrava da família. Esse é o enredo do livro, e a filha, sentindo-se rejeitada pelo pai, quer entregá-la a outra pessoa, e a menina comete suicídio. E eu pergunto: o que está por trás disso? Que pedagogia é essa? O que você quer alcançar com isso? Qual o propósito disso, a não ser perverter as mentes, confundir as pessoas? Muito mais do que uma pedagogia às avessas e na contramão de todo valor moral, existe uma mente demoníaca por trás. Então, é preciso parar para perceber que este mundo tenebroso, marcado pela imoralidade, marcado pela violência, marcado por conceitos e valores tão medonhos, existe sim neste mundo tenebroso uma força agindo.
E quando você vai para a Escritura, você vai ver que essa batalha é muito mais do que você pensar numa possessão demoníaca, numa coisa mais horrível de se ver. Não, as coisas mais sutis. Por exemplo, lá em Lucas, capítulo 8, versículo 12, Jesus fala do inimigo roubando a semente. Ou vocês acham que um culto não é um campo de batalha espiritual, onde a Palavra de Deus está sendo pregada e, de repente, o inimigo vem e rouba a semente? A pessoa está aqui, mas não está. Ela está aqui, mas a mente dela está voando. Ela está aqui, mas a mensagem entra por um ouvido e sai pelo outro. Ela vem à igreja e volta à igreja e torna a voltar à igreja, e volta e volta outra vez, e essa palavra nunca entra, essa palavra nunca toca, essa palavra nunca mexe com as estruturas, porque o diabo está roubando a semente.
Lá em Mateus 13:24-30, o Senhor fala que o inimigo semeia o joio no meio do trigal de Deus, os filhos do maligno. O diabo planta seus filhos dentro do arraial de Deus, seus representantes. A Bíblia diz lá em Zacarias, capítulo 3, versículos de 1 a 5, que o diabo, Satanás, fica do lado direito do pregador para se lhe opor. Está lá em Zacarias, opor-se ao pregador, à pregação do Evangelho. Você vai encontrar lá em Lucas, capítulo 13, versículos 10 a 17, que o inimigo oprime até com doenças. A Bíblia fala de um espírito de enfermidade, de uma mulher encurvada, olhando para o chão, que precisou ser curada e liberta de um espírito de enfermidade, uma filha de Abraão. A Bíblia diz lá em 1 Tessalonicenses 2:18 que o diabo se opõe à obra missionária. Paulo queria ir para determinada região, e o diabo se lhe opôs. Nós precisamos entender isso, que há oposição ferrenha nos campos missionários. Há lugares de resistências terríveis, e nós sabemos disso. A chamada janela 10 por 40, quantas lutas, quantas provas, quantas batalhas, quantas prisões, quantas perseguições, quanta dificuldade.
Você vai encontrar lá em Mateus 18 que o diabo atormenta pessoas magoadas que não perdoam. E as pessoas que guardam mágoa no coração, pessoas que não conseguem perdoar, pessoas que ficam com o coração cheio de azedume, são entregues aos verdugos, aos flageladores, não têm paz. A Bíblia diz lá em 1 Pedro 5:8 que o inimigo tenta intimidar, é como leão que ruge. E quando você começa a ler sobre a história dos animais, das bestas feras, o leão não ruge para atacar. Quando o leão está atacando uma presa, ele não ruge. Ele ruge para espantar a presa, para fazer ela se apartar do bando, e quando ela se aparta do bando, então ele ataca. Ele é como leão que ruge, tentando afastar alguém dos caminhos de Deus, tentando afastar alguém da comunhão da igreja, tentando afastar alguém da frequência regular à casa de Deus, e quando a pessoa fica vulnerável, ele ataca para intimidar. É por isso que ele ruge. Mas a Bíblia diz que ele até se dissimula como anjo de luz. Acautelai-vos.
Mais do que isso, a Bíblia diz lá em 1 Timóteo 4:1 que ele dissemina falsas doutrinas, heresias, usando falsos mestres, falsos profetas, falsos apóstolos, pregando um falso evangelho para enganar as pessoas, para levá-las à condenação. A Bíblia diz que ele cega o entendimento dos incrédulos, para que não resplandeça neles a luz do Evangelho de Cristo. Portanto, irmãos, a batalha espiritual é um campo muito mais aberto. Estamos em guerra e não podemos subestimar isso.
Mas notem mais, ele não é apenas maligno, também é astuto. Voltem os olhos comigo para o verso 11, leia em voz alta comigo de novo o verso 11. Vamos juntos: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo.” A palavra ciladas aqui, na língua grega, é a palavra “metodia”, de onde vem a nossa palavra métodos, ou estratagema, ou metodologia. O que significa dizer que este inimigo nos estuda, ele nos investiga. Talvez, depois de Deus, ninguém nos investigue mais. E é claro que ele tem diversas armas e ele tem diversas estratégias. Às vezes, o ponto vulnerável de uma pessoa não é o ponto vulnerável da outra pessoa. Às vezes, para algumas pessoas, o ponto mais frágil é o sexo, para outras, o ponto mais vulnerável é o dinheiro, para outra, a área mais vulnerável é o poder, para outra, a área mais vulnerável é a vaidade. E ele tem diversas armas, ele tem diversos estratagemas, ele tem diversas maneiras de agir. Em outras palavras, ele conhece o seu calcanhar de Aquiles, ele conhece o seu ponto vulnerável, ele conhece aquela abertura na sua armadura, aquele flanco aberto na sua vida.
Mas notem comigo outra coisa. Voltem os olhos comigo para o verso 13 e vamos ler juntos o verso 13. Vamos lá: “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau.” Só até aqui. Para que possais resistir quando? No dia mau. E a pergunta para nós é esta: Então existem dias bons e dias maus? O que Paulo está falando? Do que ele está tratando? E a resposta é que, se você está pensando num aspecto de batalha, de guerra, e você já assistiu a tantos filmes bons de guerra, você vai notar que nem sempre a estratégia de um adversário é lutar. Tem hora que você refaz as estratégias e, de repente, quando o inimigo imagina que não tem mais luta ou que o inimigo já se afastou, se recolheu, então vem um ataque frontal, avassalador. E na vida espiritual não é diferente, e vocês são testemunhas disso. Pare para pensar na sua vida agora, naquele momento em que você relaxou um pouco, você arriou as armas, você estava numa época de folga, de tranquilidade, sem nenhuma pressão, tudo indo bem na sua vida, e você começou a se afastar um pouco, já não lia tanta Bíblia mais, já não orava tanto mais, já não era tão frequente mais à casa de Deus. Parecia que estava tudo bem, que você até tirou férias de Deus. Aí, de repente, um combate terrível, um ataque frontal, calibre pesado em cima de você, armas em cima de você. É o dia mau. É o dia mau.
Então, muito cuidado, porque este inimigo age sob pressão, ele vem com armas pesadíssimas, com ataques terríveis, e você precisa ficar atento para esse dia mau, da tentação, da sedução, da pressão, onde você pensa que vai ser engolido. E Paulo diz que isso é estratégia de guerra, é atacar você de forma tão furiosa, tão virulenta, tão intensa. Mas prossigamos agora na leitura do verso 13, porque há algo a destacar aí ainda. Então, vamos prosseguir: “E depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis.” Preste atenção que Paulo está dizendo que você é vencedor, vitorioso, depois de vencer o quê? Tudo. E até parece bom, já venci tudo, então não preciso mais lutar. E é nessa hora, irmãos, que nos tornamos muito, muito, muito vulneráveis. Alguém já disse, com certa razão, que você nunca é tão vulnerável como quando, depois de uma grande vitória.
Porque a tendência, depois de uma grande vitória, é dar uma descansada, igual o time de futebol. O cara joga uma partida muito intensa, aí todo mundo fala: “Agora vamos descansar, porque tem uma próxima partida na semana que vem.” E às vezes o crente tenta fazer a mesma coisa. Ele teve uma vitória expressiva, agora vou descansar, agora vou tirar férias, agora também posso passar uma semana sem ir na igreja, agora não vou ler mais a Bíblia essa semana, agora vou orar muito pouco, nem vou orar. E aí, notem uma coisa, amados irmãos, é que este inimigo não desiste, ele é perseverante. É aquilo que aconteceu lá em Lucas 4, quando o diabo ataca Jesus no deserto com três tentações muito perigosas, e Jesus triunfa sobre ele dizendo: “Está escrito, está escrito, está escrito.” E diz a Bíblia que o diabo o deixa até momento oportuno. E o diabo volta de que maneira? Com outras armas, usando Pedro para afastá-lo da cruz, e Jesus diz: “Arreda, Satanás!” Usando os discípulos para afastá-lo da agenda estabelecida pelo Pai de ir para Jerusalém, usando a multidão para arrebatar, para fazer um rei político, um Messias apenas para resolver os problemas do aqui e do agora, usando a multidão que grita ao pé da cruz: “Desce da cruz e cremos em ti.” O inimigo usa armas diferentes, pessoas diferentes, estratégias diferentes, lugares diferentes, circunstâncias diferentes. Então, persevere, porque depois de uma grande vitória, como Elias, você pode se vulnerabilizar. Continue vigiando, firme.
Mas agora notem comigo que, se você está pensando em guerra e precisamos vencer, precisamos também de armas espirituais. E a partir do verso 14, Paulo vai falar que você precisa de toda a armadura de Deus. Versículo 11: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus.” E a partir do verso 14, já começa a descrever a armadura. Primeiramente, você precisa estar cingido, completamente tomado, envolto pela verdade. E a verdade é a Palavra de Deus. É preciso conhecer a Palavra, meus irmãos. É preciso conhecer a verdade. Não adianta você saber a citação do texto, você tem que ler o texto. É por isso que, didaticamente, pedagogicamente, é tão importante que, na hora do culto, você repita o texto, porque você está lendo, você está proferindo, você está ouvindo e você precisa internalizar essa verdade.
Mas notem mais, versículo 14: “Vestindo-vos da couraça da justiça.” Essa couraça cobre todo o peito, e a não ser que você esteja debaixo da justiça de Cristo, por causa do sangue de Cristo, você não pode enfrentar essa luta vitoriosamente. Versículo 14: “Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a…” Versículo 15: “Calçai os pés com a preparação do Evangelho da paz.” A não ser que você seja firmado neste Evangelho da paz, que nos reconciliou com Deus, não há esperança de vitória. Versículo 16: “Embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.” Vamos entender um pouquinho isso aqui. Esse escudo da fé era um escudo que cobria o corpo inteiro. E o dardo inflamado, você já leu, já viu das guerras daquela época, eram guerras com flechas com fogo. E então o soldado pegava o seu escudo e aquela flecha batia nesse escudo e se apagava. E a pergunta é: o que são esses dardos inflamados do maligno?
Eu gosto da explicação do Dr. Martyn Lloyd-Jones. Ele diz o seguinte: o dardo inflamado do maligno é aquele pensamento que povoa sua cabeça ou passa pela sua cabeça, mas não é o que você crê, não é o que você quer, não é aquilo que você pensa, não são os valores que você adota. Deixa eu fazer uma pergunta muito honesta para você: você já ficou escandalizado com você mesmo alguma vez, ou isso só acontece comigo? Vocês são mais crentes do que eu. Você já pensou alguma coisa e disse: “Meu Deus, não sou eu que estou pensando, não é possível. Eu não creio nisso, eu não quero isso, eu não aceito isso.” Então, Martyn Lloyd-Jones diz o seguinte: qualquer pensamento que passe pela sua mente, que não é seu, não é o que você crê, isso é um dardo inflamado do maligno. Como dizia Lutero, você não pode impedir que um pássaro voe sobre a sua cabeça, mas você pode impedir que ele faça ninho na sua cabeça. Não acolha esse pensamento, não nutra esse pensamento, não cultive esse pensamento, porque pode destruir você. É como a seta venenosa, é como um dardo inflamado do maligno. É o escudo da fé. Quando você vier esse pensamento, diga: “Não, não é isso que eu creio, não é isso que eu aceito, não é o que a Palavra de Deus diz, eu rejeito esse tipo de pensamento para mim.” É o escudo da fé.
E ele diz assim, versículo 17: “Tomai também o capacete da salvação.” Ou seja, a Palavra de Deus, a salvação dada pelo próprio Deus, precisa ser o seu capacete, tem que estar na sua cabeça, na sua mente, no seu coração o tempo todo. Você está salvo pela graça. O diabo vai dizer: “Não, você não está salvo coisa nenhuma. Não, você não é filho de Deus coisa nenhuma. Não, você não tem salvação coisa nenhuma.” Pois você precisa ter isso na sua mente, na sua mente, na sua mente, a salvação dada por Deus.
Mas mais do que isso, versículo 17 diz que você precisa da espada do Espírito, que é a Palavra de Deus. E aqui eu quero parar um pouquinho. Palavra de Deus como espada do Espírito. Nós vivemos, eu não tenho dúvidas disso, na geração mais empolgante da história da humanidade. Nós vivemos na geração que tem o poder de ter a Bíblia, irmãos, no nosso telefone celular, nas mais diversas versões, no grego, no hebraico, no inglês, no espanhol, em todas as Bíblias de estudo. Está aqui no seu celular, e nós estamos vivendo uma geração de analfabetos da Bíblia. Eu temo, pastor, que, se nós aleatoriamente chamássemos 20 membros da igreja, dos antigos inclusive, sem desmerecimento a ninguém, e falássemos: “Olha, eu quero 20 irmãos aqui que vão recitar de cor 20 versículos da Bíblia.” Eu temo que a gente passe um pouco de vergonha.
E eu queria aqui repetir o que disse aqui há algum tempo. Uma das coisas que me marcou muito, numa das viagens últimas que fizemos, foi conhecer um pouco melhor da igreja valdense, igreja protestante que foi igreja protestante 400 anos antes da Reforma, que depois que a Reforma chegou no século XVI, se uniram à Reforma calvinista, lá de Genebra, porque moravam ali por perto. Pedro Valdo, fundador, era um comerciante rico de Lyon, na França, em 1173, e ele usa a sua riqueza para traduzir a Bíblia e usa sua riqueza para fazer cópias da Bíblia. Para vocês terem uma ideia, uma cópia da Bíblia custava um ano de trabalho, um ano para fazer uma cópia. Sabiam eles que a igreja oficial da época iria persegui-los, iria queimar suas cópias, e eles treinaram jovens evangelistas, que eles chamavam de “barba”, que iam de casa em casa, de vila em vila, para ensinar a Palavra de Deus de forma clandestina, porque eram terrivelmente perseguidos. Chegou um tempo em que eles entenderam que precisavam memorizar a Bíblia, porque as cópias seriam queimadas, como foram todas queimadas, e eles tinham tudo, tudo, tudo memorizado e reproduziram tudo, tudo de novo, fielmente.
Hoje, nós não memorizamos mais a Bíblia, e eu quero encorajar você a ter sua Bíblia de estudo na sua casa, para você riscar, para você anotar, para você memorizar, para você decorar, para você guardar, porque tem hora que não dá para recorrer a uma chave bíblica, tem hora que não dá para ir para o Google, tem hora que não dá para você consultar alguém e olhar aquela referência. É na hora, é batalha. Ou você tem na sua mente, ou você tem a espada na hora, ou você vai ser ferido e você vai ser atingido. É a espada do Espírito.
Mas terminando, Paulo diz aqui que você precisa de uma outra coisa. Versículo 18, quem pode ler comigo? Aliás, toda a igreja comigo, vamos ler juntos: “Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito, para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos.” Exerciciozinho aqui: vocês vão debruçar de novo no verso 18 e vão me dar uma resposta. Qual a palavra mais repetida no verso 18? E fale, por favor: todo, toda, toda oração, todo tempo, no Espírito, toda perseverança, todos os santos. Então, preste atenção nisso aqui: o tempo da oração, com toda a oração e súplica, orando em quanto? Todo tempo. Qual a natureza da oração? É oração e súplica. Qual a esfera da oração? No Espírito. Com a vigilância da oração: e para isto vigiando com toda a perseverança. Qual o alcance da oração? Por todos os santos.
O que Paulo está ensinando é que você põe toda essa armadura, a armadura de Deus, sem deixar nenhum flanco aberto, mas tudo isso precisa, nessa batalha espiritual, ser regado por oração, oração, oração, dependência de Deus totalmente. Mas eu quero concluir dizendo que nós precisamos, para vencermos essa batalha, do poder de Deus. Então, olhe comigo, por favor, o versículo 10. Vamos juntos: “Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder.” Meus irmãos, nós somos fracos, vulneráveis, muito frágeis. Nós não podemos entrar nessa luta fiados na nossa própria força, na nossa própria capacidade, na nossa própria experiência. Nós precisamos do poder de Deus, do revestimento do poder de Deus. Não há cristianismo sem poder. O reino de Deus é poder. Quando a igreja está sem poder, Jesus abre um suspiro de angústia, de dor: “Ó geração incrédula e perversa, até quando vos suportarei?” Se você e eu estamos sem poder, não é porque não há poder, é porque nós não estamos buscando este poder. Porque toda a suprema grandeza do poder de Deus está à sua, à minha, à nossa disposição. Eu preciso desse poder.
Para quê que eu preciso de poder? Paulo vai responder no versículo 19. Você pode ler o versículo 19 para mim, comigo, por gentileza? Vamos juntos: “E também por mim, para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra para, com intrepidez, fazer conhecido o mistério do Evangelho.” Leia o 20 também: “Pelo qual sou embaixador em cadeias, para que em Cristo eu seja ousado para falar como me cumpre fazê-lo.” Duas coisas em destaque aqui: Paulo, irmãos, o grande apóstolo, está pedindo oração porque ele precisa de poder, de intrepidez para pregar, para pregar.
Me permita dizer isso, pastor, eu estou convencido disso, que nós precisaríamos nos preparar melhor para virmos à casa de Deus. E o que significa nos preparar melhor? Poderíamos orar mais pelo culto, orar pelas pessoas que vêm, orar pelos visitantes, orar para que alguns nós sejam desatados, orar para que Deus dê intrepidez ao pregador, para que Deus revista o pastor. Porque quando há púlpitos sem poder, é porque existem bancos vazios de oração. Eu não tenho dúvida de que, se nós orarmos propositadamente, intencionalmente, pelo culto, pelo pregador, nós teremos cultos mais dinâmicos, mais vivos, mais cheios da graça, com a palavra mais fortemente atingindo os corações. Isso levou Charles Spurgeon, que foi o grande pregador do século XIX, a afirmar que a reunião de oração da sua igreja, que ficava debaixo do púlpito na hora do culto, era a grande usina de poder que ele tinha para pregar a palavra. Igreja sem oração, igreja sem poder. E nós não podemos pregar a palavra com poder e com intrepidez, a não ser que sejamos revestidos com este poder que vem por meio da oração.
O que eu acho interessante, e eu termino aqui, é que Paulo diz: “Pelo qual eu sou embaixador em cadeias, pelo evangelho eu sou embaixador em cadeias, para que em Cristo eu seja ousado no falar como me cumpre fazê-lo.” Eu fico imaginando Paulo chegando em Roma, preso, algemado, talvez com as mãos um pouco apertadas, meu Deus, eu queria tanto ir para a Espanha, eu queria tanto passar um tempo com a igreja, eu queria tanto ministrar à igreja de Roma. E agora ele vai para uma prisão, e ele está pedindo oração para que Deus lhe dê intrepidez, porque ele é um embaixador em cadeias. E de repente, diz lá em Filipenses, capítulo 1, que ele está preso em Roma e toda a guarda pretoriana toma conhecimento das suas cadeias em Cristo. E de repente, esse camarada começa a perceber que aquele era o campo missionário dele, que aquela era a igreja que devia pregar, que aquele era o cenário onde ele deveria falar com muita intrepidez. E em dois anos que ele ficou ali, toda a guarda, não a metade da guarda, não 80% da guarda, que eram 16.000 soldados de escol, toda a guarda pretoriana foi evangelizada. E quando ele escreve a sua carta aos Filipenses, no capítulo 4, versículo 22, ele diz: “Os santos vos saúdam, especialmente os da casa de César.” O campo missionário foi aberto, e Deus lhe deu intrepidez para pregar.
E eu quero encorajar vocês, amados, para nós orarmos pela igreja, orarmos pelos pregadores que Deus levanta nesse púlpito, para que eles sejam revestidos com o poder do Espírito Santo, para que no abrir da nossa boca haja virtude do Espírito Santo, e corações se rendam, corações se dobrem, e a Palavra de Deus prevaleça e a batalha seja ganha no poderoso nome do Senhor Jesus Cristo. Vamos orar, queridos. Fiquem em pé, por gentileza, para buscarmos a Deus em oração. A vida cristã é marcada por altos e baixos, mas é justamente nos momentos mais difíceis que a nossa fé é provada e fortalecida. A Bíblia está repleta de ensinamentos sobre a esperança, e essa mensagem de renovação e confiança em Deus deve ser um alicerce em nossas vidas.
Ao nos reunirmos em comunhão e oração, nos tornamos parte de algo maior, um corpo que compartilha da mesma fé e busca o mesmo propósito: honrar e glorificar a Deus. A fé não é apenas uma crença abstrata, mas ela se resolve em uma prática diária que nos move em direção à confiança em Deus e com os outros. Quando estamos juntos adorando, louvando e aprendendo, somos fortalecidos. A Palavra de Deus nos diz em Mateus: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí eu estou no meio deles.” Esse versículo nos lembra que a promessa de Deus é real e ativa entre nós, especialmente quando estamos em comunhão.
A comunhão é mais do que um simples encontro social, é o momento de compartilhar, crescer juntos e se apoiar nas dificuldades. Quando estamos reunidos, seja em cultos, encontros ou pequenos grupos, criamos um espaço onde a fé pode florescer e a esperança pode ser renovada. O apóstolo Paulo, em suas cartas, enfatiza a importância da unidade no corpo de Cristo, dizendo em 1 Coríntios 12:12: “Porque assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo.” Você tem experimentado o poder da comunhão em sua caminhada de fé? Como estar em unidade com os irmãos fortalece a sua confiança em Deus? É por meio da comunhão que percebemos conselhos sábios, palavras de encorajamento e podemos dividir nossos fardos. A comunhão nos fortalece e nos ajuda a enfrentar as lutas diárias com coragem. Quando estamos unidos como corpo de Cristo, somos mais fortes e mais capazes de resistir às ciladas do inimigo.
A Bíblia nos ensina que devemos estar sempre vigilantes e preparados para a batalha espiritual. Em 1 Pedro 5:8, somos advertidos: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar.” Isso significa que não podemos baixar a guarda. Precisamos estar sempre alertas, firmes na fé e revestidos com a armadura de Deus.
Você já parou para pensar na sua vida agora, naquele momento em que você relaxou um pouco, arriou as armas, estava numa época de folga, de tranquilidade, sem nenhuma pressão, tudo parecia estar indo bem? É exatamente nesses momentos que somos mais vulneráveis aos ataques do inimigo. O diabo é astuto e aproveita qualquer brecha para nos atacar. Por isso, precisamos estar sempre prontos, revestidos com a armadura de Deus, para que possamos resistir no dia mau.
A armadura de Deus é composta por vários elementos que são essenciais para nossa proteção espiritual. Vamos revisitar cada um deles:
Cinturão da Verdade: A verdade é a base de nossa fé. Precisamos estar cingidos com a verdade da Palavra de Deus, conhecendo e vivendo de acordo com ela. A verdade nos liberta e nos protege contra as mentiras do inimigo.
Couraça da Justiça: A justiça de Cristo nos protege. Precisamos viver de acordo com a justiça que recebemos através do sacrifício de Jesus. Isso significa viver uma vida reta e justa, conforme os ensinamentos bíblicos.
Calçados da Paz: Devemos estar prontos para anunciar o Evangelho da paz. A paz de Deus deve guiar nossos passos e nos preparar para compartilhar a boa nova com os outros.
Escudo da Fé: A fé é nossa defesa contra os ataques do inimigo. Com o escudo da fé, podemos apagar todos os dardos inflamados do maligno. Precisamos fortalecer nossa fé diariamente, através da oração, leitura da Bíblia e comunhão com outros crentes.
Capacete da Salvação: A salvação é nossa proteção. Precisamos manter em mente a certeza da nossa salvação em Cristo, que nos dá segurança e confiança para enfrentar qualquer desafio.
Espada do Espírito: A Palavra de Deus é nossa arma ofensiva. Precisamos conhecer e usar a Bíblia para nos defender e atacar o inimigo. A Palavra de Deus é viva e eficaz, capaz de penetrar e transformar nossas vidas.
Além de estar revestidos com a armadura de Deus, precisamos também estar em constante oração. A oração é nossa conexão direta com Deus. Através da oração, buscamos força, orientação e proteção. Paulo nos instrui a orar em todo tempo, com toda perseverança e súplica, por todos os santos.
A oração nos fortalece e nos mantém conectados com Deus. Quando oramos juntos como comunidade, fortalecemos nossos laços e nos unimos como o corpo de Cristo. A vida cristã é uma jornada de fé e confiança. Cada desafio é uma oportunidade de crescer espiritualmente e fortalecer nosso relacionamento com Deus.
Que possamos renovar nossas forças em Deus e caminhar com confiança, sabendo que Ele está sempre ao nosso lado. Amém.
Agora, vamos falar sobre algumas práticas que podem nos ajudar a manter nossa armadura espiritual em dia e a fortalecer nossa comunhão com Deus e com os irmãos na fé.
1. Leitura e Meditação na Palavra de Deus:
A leitura diária da Bíblia é fundamental para nossa vida espiritual. A Palavra de Deus é viva e eficaz, e através dela encontramos orientação, conforto e sabedoria. Reserve um tempo diariamente para ler e meditar nas Escrituras. Escolha um plano de leitura bíblica que se adapte ao seu ritmo e siga-o fielmente.
2. Oração Constante:
A oração é nossa linha direta com Deus. Através da oração, podemos expressar nossos sentimentos, pedir ajuda e agradecer pelas bênçãos recebidas. Estabeleça um horário fixo para orar diariamente e busque momentos de oração ao longo do dia. Lembre-se de orar não apenas por si mesmo, mas também pelos outros, pela igreja e pelas necessidades do mundo.
3. Participação em Cultos e Grupos de Estudo:
A comunhão com outros crentes é essencial para nosso crescimento espiritual. Participe ativamente dos cultos de sua igreja e envolva-se em grupos de estudo bíblico. Esses momentos de comunhão nos fortalecem e nos ajudam a aprender mais sobre a Palavra de Deus.
4. Serviço e Voluntariado:
Servir aos outros é uma maneira prática de demonstrar o amor de Cristo. Envolva-se em atividades de voluntariado em sua igreja ou comunidade. Ajudar os necessitados, visitar os enfermos e apoiar projetos sociais são formas de colocar em prática os ensinamentos de Jesus.
5. Jejum e Disciplina Espiritual:
O jejum é uma prática espiritual que nos ajuda a focar em Deus e a buscar Sua vontade. Reserve períodos para jejuar e dedicar-se à oração e meditação. Além disso, pratique disciplinas espirituais como a leitura de livros devocionais, a memorização de versículos bíblicos e a reflexão sobre sua vida espiritual.
6. Testemunho e Evangelismo:
Compartilhar sua fé com os outros é uma parte importante da vida cristã. Seja um testemunho vivo do amor de Deus em sua vida. Fale sobre Jesus com seus amigos, familiares e colegas de trabalho. Participe de atividades de evangelismo e busque oportunidades para compartilhar a mensagem do Evangelho.
7. Cultive Relacionamentos Saudáveis:
Cerque-se de pessoas que compartilham sua fé e que podem encorajá-lo em sua caminhada espiritual. Cultive relacionamentos saudáveis e edificantes. Busque mentores espirituais que possam orientá-lo e apoiá-lo em sua jornada de fé.
8. Pratique a Gratidão:
A gratidão é uma atitude que transforma nossa perspectiva. Agradeça a Deus diariamente por Suas bênçãos e por Sua presença em sua vida. Mantenha um diário de gratidão, onde você pode registrar as coisas pelas quais é grato. Isso ajudará a manter seu coração e mente focados nas coisas boas que Deus tem feito.
9. Busque Crescimento Espiritual:
Nunca pare de buscar crescimento espiritual. Participe de conferências, retiros espirituais e cursos de teologia. Leia livros que possam aprofundar seu conhecimento sobre a fé cristã. Esteja sempre disposto a aprender e a crescer em sua caminhada com Deus.
10. Confie em Deus em Todas as Circunstâncias:
A vida cristã é cheia de desafios, mas podemos confiar que Deus está sempre ao nosso lado. Em momentos de dificuldade, lembre-se das promessas de Deus e confie que Ele está no controle. Mantenha sua fé firme, mesmo quando as circunstâncias são adversas.
Conclusão:
A batalha espiritual é uma realidade que todos nós enfrentamos. Mas, com a armadura de Deus e a força do Seu poder, podemos resistir e vencer. A comunhão com outros crentes, a oração constante e a leitura da Palavra de Deus são essenciais para nossa vida espiritual. Que possamos renovar nossas forças em Deus diariamente e caminhar com confiança, sabendo que Ele está sempre ao nosso lado. Amém.
guerraspiritual #armaduradeDeus #batalhaespiritual #Efesios6 #oracao #fe #PalavradeDeus #diabo #resistenciaspiritual #comunhaocrista


















