Você com certeza já ouviu falar sobre o purgatório, que é um desvio doutrinário ensinado pela seita católica apostólica romana. E é exatamente sobre esse tema que nós queremos falar aqui, para desmistificar biblicamente esse conceito errôneo, que é ensinado às pessoas em congregações que frequentam essa seita.
Em especial, existe um site ou canal comandado por um noviço católico romano chamado Bernardo Custer, e ele vem defendendo com unhas e dentes a existência do purgatório, dizendo que é uma doutrina bíblica. Qual é o texto bíblico que ele usa para defender essa heresia? Texto de livro apócrifo. Qual deles? Segundo Macabeus, capítulo doze, versículo quarenta e três. Se você tiver uma Bíblia católica em sua casa, na da sua tia, da sua avó, ou se você mesmo comprou uma no passado e hoje a possui ou ainda a lê, você pode observar isso que eu estou falando e verificar com seus próprios olhos. Segundo o livro de Macabeus, capítulo doze, versículo quarenta e três, ali está a base que eles usam para a doutrina, ou esta doutrina espúria ensinada dentro do catolicismo romano sobre a existência do purgatório. E ali também está a base da missa de sétimo dia para os mortos, a intercessão dos santos e por aí vai.
Bem, isto é um grande problema, por quê? Porque os livros apócrifos, que são sete, já foram discutidos em alguns vídeos aqui no canal. Eles não fazem parte do cânon sagrado, por quê? Porque têm problemas relacionados às doutrinas centrais da Bíblia. Existem doutrinas que são como causas pétreas; elas não podem ser mudadas. E isso faz toda a grande diferença.
A igreja chamada católica apostólica romana, ou essa instituição, essa seita, quando houve a questão na Reforma, manteve esses sete livros apócrifos inseridos na Bíblia para poder defender, principalmente, a questão das indulgências. As indulgências sempre foram a base do catolicismo romano, inclusive para levantar recursos. E foi também o estopim motivador da Reforma Protestante, que, aliás, no final deste mês que estamos em outubro, será mais um aniversário da Reforma Protestante.
Bem, então é importante trazermos algumas questões bíblicas aqui. Esse camarada que fala em defender, que neste vídeo ele defende, neste trabalho que ele faz, tentando defender a seita católica romana, ele vem dizendo o seguinte: a igreja católica apostólica romana usa o termo “ela é a verdadeira igreja”, que foi a partir dela que vieram as Escrituras. Não, as Escrituras foram escritas antes, inclusive, da existência dos pais da igreja, porque existem alguns livros que foram escritos antes mesmo da pessoa de Jesus Cristo. Então a Palavra de Deus não tem mil anos de existência, mas muito mais.
A chamada igreja católica apostólica romana surge efetivamente a partir do ano trezentos e trinta. Até essa data, a igreja existia como a igreja primitiva. E agora eles vêm se arvorando dizendo que são a verdadeira igreja e que, a partir desta organização religiosa católica romana, surgiu a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada.
Eles defendem também a questão da tradição. Já falamos sobre isso em alguns outros vídeos, e a tradição é uma base legal, sim, para eles defenderem essas doutrinas. Isso tudo, na verdade, é uma grande falácia, uma grande narrativa mentirosa, porque a Palavra de Deus não está baseada em tradições, e as tradições humanas, como o próprio Jesus fala lá em Marcos, capítulo sete, fazem com que as pessoas se desviem da verdade.
Bem, vamos abordar algumas questões aqui que são importantes. Ele vem falando, dentro desse trabalho que faz sobre a existência do purgatório, tentando defender a passagem de Mateus, capítulo cinco, onde Jesus fala que se deve perdoar o inimigo para que a pessoa também não seja condenada e não tenha que passar por um processo de perdão até que o último centavo seja pago. Ele acha que isso é uma base para defender a doutrina ou esse ensinamento do purgatório.
Junto com isso, ele fala também da intercessão dos santos, dizendo que nós, cristãos bíblicos que defendemos a não intercessão dos santos, estamos errados e que a Bíblia está errada, e que eles estão corretos em defenderem a intercessão dos santos. O grande problema é o seguinte: quem são os santos? Quando você fala de santos para um católico romano, ele imediatamente pensa em Pedro, João, Paulo, Maria, Antônio e por aí vai, os mais diversos nomes de homens e mulheres que são elencados ali. É óbvio que todas as pessoas que morreram em Cristo são santos; a palavra santo quer dizer separado ou separados.
É que essa instituição, essa seita, vai canonizar algumas dessas pessoas, fazendo um processo chamado de canonização, e nesta canonização eles dizem que essa pessoa é santa agora, e que ela pode realizar milagres, intervir na vida das pessoas e interagir com os vivos para fazer um processo de intercessão junto de Deus.
A questão está no seguinte: entendam isso de uma forma muito clara. A Bíblia mostra a pessoa de Deus com alguns atributos. Deus tem vários atributos. Dentro desses atributos, nós classificamos alguns ou a Bíblia classifica alguns, mostrando-os como atributos incomunicáveis, ou seja, somente Deus tem esses atributos. Dentro desses atributos estão a imutabilidade (Deus não muda), a onipotência, a onipresença, a onisciência e a eternidade. Outros seres, outras pessoas, os anjos e seres humanos quando morrem e vão para o céu não gozam desses atributos. Isso quer dizer que uma pessoa que morreu, salva em Cristo, que está no céu, não tem como saber o que acontece aqui na terra, porque ela não tem o atributo da onisciência, nem o da onipresença, nem o da onipotência. Ela não pode fazer nada; pode ter lembranças aqui da Terra, mas não sabe efetivamente o que está acontecendo aqui a partir do momento que morreu fisicamente.
É simples entender isso. Só que esta seita diz que não. Com base no quê? No que ele se baseia? Por incrível que pareça, ele usou texto bíblico para tentar defender isso. O texto bíblico que ele usou foi este aqui, Apocalipse, capítulo seis, versículo dez, que ele diz assim: “Reclamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?”
Eu vou dizer uma coisa aqui: toda heresia vem de erro de hermenêutica, e aqui ele cometeu erro de hermenêutica. Ele está também incorreto porque está tratando de uma questão fora do tempo, num assunto que não cabe dentro do que está tentando defender. Primeiro, as pessoas que estão aqui são pessoas que advêm da grande tribulação, e que não aconteceu ainda. Ainda não aconteceu.
A segunda questão é que ele diz aqui que essas almas estão debaixo do altar. Vou ler aqui o versículo também: “Havendo aberto o quinto selo, vi embaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram.” Muito bem, então são os mártires.
Aqui ele está falando que esses santos morreram em razão de darem o testemunho, em razão de ficarem firmados na fé. E aí eles estão clamando com grande voz dizendo: “Até quando, ó verdadeiro e santo dominador, não julgas e vingas?” Ou seja, eles estão pedindo ou fazendo uma intercessão para que Deus venha vingar. Só que aqui não é para aqueles que sofreram, mas sim para os causadores do mal, do problema que houve. Então isso está totalmente fora do contexto, não está falando de purgatório, não está falando de santos ou de pessoas que morreram que sabem o que está acontecendo aqui. Está apenas falando da memória daqueles que estão no céu e que sabem que existem os injustos aqui, que cometeram injustiças, e que Deus virá julgá-los. Simples assim.
Bem, qual será, e como funciona essa questão, como nós já falamos algumas vezes, de julgamento daqueles que partem para a eternidade? Bem, a Bíblia fala em Hebreus, no capítulo nove, versículo vinte e sete, está escrito assim: “E como aos homens está ordenado morrerem uma vez; vem depois disso o juízo.” Ou seja, o homem morre uma única vez e depois disso segue o juízo.
Qual é o juízo da ortodoxia cristã bíblica? Céu e inferno. Não existe uma terceira via. Não existe. A Bíblia é muito clara. Jesus fala de inferno mais do que do céu. Jesus nunca falou de purgatório, nunca falou: “Olha, existe outro local onde as pessoas vão, ficam tempinho lá e depois saem.” O apóstolo Paulo, o apóstolo dos gentios, que escreveu várias cartas para a igreja, nunca. Não existe nenhum texto onde ele orienta, nos ensina e fala através do Espírito Santo, nos fala através de Paulo, que existe essa segunda chance ou que existe esse local onde as almas vão, ficam tempinho, sofrem pouquinho e depois seguem maravilhosamente para o céu. Isso é absurdo.
A Bíblia diz que depois da morte segue o juízo. Bem, quais são os juízos como eu falei? O inferno e o céu. Agora, existem resultados na vida dos salvos, na eternidade? Bons e não tão bons, vamos colocar assim? Claro que sim. Como entender isso? Bem, se nós formos à primeira carta aos Coríntios, no capítulo três, versículo dez, olha o que está escrito: “Segundo a graça de Deus que me foi dada, pois eu, como sábio arquiteto, lancei o fundamento, e outro edificou sobre ele. Mas cada um veja como edificou sobre ele.” Ou seja, os apóstolos colocaram o fundamento, não há como mudar. E aí no versículo onze ele diz: “Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.”
E se alguém, sobre esse fundamento, formar o edifício com ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno e palha, a obra de cada um se manifestará na verdade no dia do julgamento. Então não é qualquer dia. Que dia você está falando? O dia do julgamento da igreja.
A igreja passa por julgamento não para condenação, mas para consolidação, para reconhecimento daqueles que tiveram uma vida cristã mais dedicada. Mas não está falando aqui de purgatório, ninguém está sofrendo, estão todos diante do altar de Cristo passando pelo crivo desse julgamento.
E aí diz aqui: “O dia declarará, ou seja, nesse dia haverá uma amostra de como foi a vida cristã de cada um, porque pelo fogo será descoberta, e o fogo provará qual seja a obra de cada um.” Olha só, está falando de reconhecimento.
O versículo quatorze diz: “Se a obra que alguém edificou sobre este fundamento permanecer, receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá prejuízo, mas ele será salvo, todavia, como que pelo fogo.” Ou seja, o que está falando aqui é de galardão e não de um suposto purgatório.
Hoje, quem morreu em Cristo ainda não passou por esse julgamento; quem morreu em Cristo está no paraíso esperando esse dia. Quem morreu sem Cristo está no inferno já sofrendo. É isso que a Bíblia ensina. Não existe nenhum outro ensinamento.
A denominação católica apostólica romana, aceita, ela não é dona da Palavra de Deus, ela não é dona da Bíblia, não é ela quem lançou a Bíblia. E eles se arvoram em dizer isso. Eles se arvoram em dizer isso, mas, na verdade, batem de frente com a questão bíblica.
Ah, dentro disso que ele fala, que os santos estão interagindo com os vivos, é importante entendermos o seguinte: por exemplo, Eclesiastes, capítulo nove, versículo cinco, a Bíblia diz assim: “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco têm jamais recompensa; mas a sua memória fica entregue ao esquecimento.”
Detalhe importante aqui no versículo cinco, preste atenção. A Bíblia diz o seguinte: “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco têm jamais recompensa; mas a sua memória fica entregue ao esquecimento.” Esse versículo é muito usado pelos adventistas do sétimo dia e também pelas Testemunhas de Jeová para defenderem a tese do sono da alma ou do aniquilamento da alma. As Testemunhas de Jeová são aniquilacionistas; elas dizem que a alma deixa de existir, e por isso esse versículo diz isso. E os adventistas dizem que a alma dorme. Então elas dizem: “A Bíblia está dizendo que os mortos não sabem coisa nenhuma e que eles não têm recompensa.” Só que aí você pergunta para elas: “Você tem esperança de alguma recompensa?” Elas dizem: “Sim, eu tenho.” Ora, então estão em desacordo com o texto, porque o texto diz que eles não têm jamais recompensa.
Acontece que esse texto, o complemento dele, ou esse versículo, está no versículo seis. E aí você vai ver que a recompensa delas está relacionada ao que acontece aqui na Terra, não na eternidade. Olha o que diz o versículo seis: “Até o seu amor, o seu ódio, a sua inveja, que são sentimentos aqui humanos, já pereceram e não têm parte alguma onde, neste século, nos dias de hoje. Apaixonado, com ciúme, avarento, nada de todos esses sentimentos acaba com a morte física, em coisa nenhuma do que se faz debaixo do sol.”
Ora, então todas essas questões mostram que acabam aqui. A pessoa que morreu não vai interagir com os vivos. Então, Maria foi mãe de Jesus, homem? Foi. Foi uma santa mulher de Deus? Sim, ninguém contesta isso. Ninguém é maluco, diz que Maria é exemplo de mulher de Deus. Porém, ela morreu, ela não foi levada aos céus, ela morreu; seu corpo está no pó da terra e haverá ressureição naquele dia. É o que a Bíblia ensina. E ela não sabe o que acontece aqui na Terra. Ela não pode interagir. Ela não é onisciente, não é onipresente, não é onipotente, não tem os atributos incomunicáveis de Deus Pai, nem de Jesus e nem do Espírito Santo, que, aliás, são Deus porque têm esses atributos.
Pedro foi homem de Deus? Foi. Mas ele sabe o que está acontecendo aqui na Terra? Óbvio que não. Não existe nenhum texto bíblico que dê essa indicação. Pelo contrário, eles morreram, estão com Cristo no paraíso e é o que basta. O intercessor entre eu e Deus é Jesus Cristo.
Aí esse camarada aqui, Bernardo Custer, ele diz: “Ah, então por que que os crentes perdem para o pastor orar?” Ora, a Bíblia diz: “Orai uns pelos outros.” Não é isso que a Bíblia diz? Você, que criticou a questão aqui, a Bíblia não diz lá em Tiago, capítulo cinco, versículo quatorze: “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor.” Não diz isso para ungir com azeite.
Ora, agora o intercessor é Jesus. Nós oramos em nome de Jesus. Você está induzindo as pessoas ao erro, porque você, obviamente, é herege e ensina heresia para as pessoas. Então, nós temos que ter essa tranquilidade de entender o seguinte.
A história que é contada nessa seita, que ensina desvios doutrinários, que o purgatório existe, na verdade, é uma grande mentira. O livro de Macabeu, o segundo Macabeu, é um livro histórico que conta uma história, mas ele não tem a canonicidade, não tem a assinatura do Espírito Santo de Deus. E por isso, não são verdadeiros os ensinamentos a respeito desse assunto.
O que eu quero deixar para você é o seguinte: entenda uma coisa, a Palavra de Deus é inerrante, ela é inerrante. E mais uma vez, toda heresia vem de erro de hermenêutica, uma interpretação errônea da Palavra, seja por ignorância, falta de conhecimento ou por maldade, ou seja, intencionalmente, dolosamente, nós vamos interpretar de forma errada, intencionalmente, para levar as pessoas ao erro. E é por isso que precisamos tomar cuidado. Tome cuidado com os lugares que você frequenta, com os locais onde você tem levado a sua família para ouvir uma mensagem que seja pura, vinda da boca de Deus, que é a Bíblia Sagrada.
Que Deus abençoe a sua vida. Peço a você que compartilhe, se gostou, compartilhe; comente, faça comentários, está bem? Se você não concorda, você tem esse direito. Dê o seu like, está bem? E que nós possamos estar juntos aqui no canal Que Diz a Bíblia. Fique na paz do Senhor e até o próximo vídeo, em nome de Jesus.



















