No livro de Mateus, capítulo 24, versículo 36, Jesus proferiu palavras que ecoam até os dias de hoje, trazendo consigo uma profunda reflexão sobre o tempo e a iminência de sua volta. Ele disse: “A respeito daquele dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o filho, senão o pai.” Essa afirmação de Jesus, em sua condição terrena, ressalta a limitação do conhecimento humano diante dos desígnios divinos.
Ao longo de sua passagem pela Terra, Jesus enfrentou dores e desafios, cumprindo com determinação o seu propósito soteriológico nas vidas dos eleitos. Em seus ensinamentos, Ele abordou a temática de sua segunda vinda, destacando a incerteza quanto à data precisa. Essa informação, resguardada apenas pelo Pai, revela-se como um mistério sagrado.
É compreensível que algumas interpretações possam surgir. Há quem argumente que Jesus não possuía pleno conhecimento de todas as coisas. No entanto, ao ressuscitar, como registrado em Atos dos Apóstolos, capítulo 1, versículo 7, Ele proclama que não compete a nós conhecer os detalhes de sua volta. Neste momento, Jesus assume plenamente a glória que possuía desde o princípio dos tempos, antes de sua encarnação terrena.
É crucial compreender que, ao ressuscitar, Jesus declara: “Todo poder me foi dado no céu e na terra.” Essa afirmação ressoa com a onipotência que é atributo exclusivo do Pai, mas que também se estende ao Filho e ao Espírito Santo. Esta trindade divina compartilha atributos incomunicáveis que os identificam como Deus. No entanto, é imperativo lembrar que há um único Deus, e cada pessoa da trindade possui suas distinções.
Historicamente, grupos liderados por falsos profetas têm se aventurado a determinar datas específicas para a volta de Jesus. Algumas dessas previsões têm levado seguidores a desilusões e até mesmo a atos extremos. A verdade é que a Bíblia adverte contra tal pretensão, pois, como afirmou Jesus em Atos 17, a data de sua volta não está ao alcance humano.
É oportuno mencionar exemplos notáveis de previsões falhas. A profetisa da seita adventista do sétimo dia, Ellen Gould White, equivocou-se ao afirmar que conhecia a hora e o local do retorno de Jesus. Da mesma forma, as Testemunhas de Jeová também proferiram previsões infundadas. Em outubro de 1844, os adventistas fixaram uma data para o retorno de Cristo, apenas para testemunharem a não realização desse evento.
Esses episódios nos alertam sobre a seriedade de proclamar datas para a segunda vinda de Cristo. Tais alegações não apenas carecem de fundamento bíblico, mas também podem ter consequências graves para os crentes. Devemos lembrar que a ênfase está na iminência do retorno de Jesus, não na precisão do momento.
Diante das vicissitudes do mundo, marcado por injustiças, tristezas, pestes e conflitos, é essencial compreender que tais eventos são inerentes à condição caída da humanidade. Contudo, Jesus nos consola, prometendo enviar o Espírito Santo para nos guiar e fortalecer. Portanto, não nos deixemos iludir por falsas profecias ou líderes que buscam determinar o indeterminável.
Em meio a esse cenário, é crucial buscar a verdadeira fundamentação na Palavra de Deus. Uma igreja que se baseia nas Escrituras é um refúgio seguro para os fiéis. Portanto, mesmo que geograficamente distante, encontrar uma igreja genuinamente bíblica é de suma importância. Mantenhamos firmes na fé, cientes da eminência da volta de Jesus, confiando na sabedoria que nos é concedida pelo Espírito Santo.
Que a paz do Senhor esteja com todos os que buscam a verdade e alicerçam sua fé na Palavra de Deus. Que possamos perseverar na santificação, na oração e na expectativa vigilante da volta do nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Amém.
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